Partimos, Martita e eu, para o Estado de Sergipe. Começamos por Aracaju. Já no aeroporto, a primeira surpresa: "Aracaju", ao contrário do que pensávamos, não é palavra acentuada!
Passamos uns dias na praia, longe demais da orla, abusei do camarão (República dos Camarões é a pedida!) e fomos para o sul, cruzando a divisa, para aproveitar a passagem e conhecer Mangue seco.
Voltamos para Aracaju, de onde partimos por um périplo pelo estado. Cruzamos a fronteira norte, com Alagoas, direto para Penedo. A BR-101 estava em obras...
No dia seguinte, via balsa, cruzamos de volta o São Francisco, para Sergipe.
Em Propriá, pegamos a estrada novamente, desta vez rumando leste, acompanhando o Rio, até Brejo Grande.
De Brejo Grande onde, dizem, fica o paraíso (confira foto no GoogleEarth!). "Backtrackking" para Propriá (que cidade alegre!) fomos para o Canindé do São Francisco, conhecer a famosa barragem de Xingó. Fantástica!
Aproveitamos para, novamente cruzando a fronteira, conhecer Piranhas, nas Alagoas, de onde as milícias partiam para caçar Lampião e seu bando.
A volta desde o Canindé para Aracaju foi com uma parada no Vale dos Falcões, onde Percílio, o Mestre das aves de rapina, nos ensinou a lançar ao ar um falcão amestrado por ele. Incrível! Só vivenciando para compreender a sensação medievalesca que nos assoberba!
O mais impressionante, neste país de estradas precárias, a qualidade das estradas estaduais e municipais que percorremos: se não tapetes, quase!
Recomendamos... Pelo povo, pelos lugares, pelas diferenças: adoramos o estado. Excluído o Hotel Resort Starfish, tudo foi MUITO bom. Diríamos que, pelas estradas, Sergipe é o "Paraná" do Nordeste, sim senhor!
Para não terminarmos as férias com o gosto horroroso do Starfish, trocamos a passagem de volta por outra, parando em Salvador, para curtirmos o Hotel Catussaba. Uma semaninha só. Graaaaande pedida! Mesmo tendo a experiência de um quase assalto no Pelourinho, foi bom demais!!!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Blogar? Para que?!
Muito da sabedoria antiga se perdeu. O que passou pela tradição ficou mas quase nada foi deixado escrito. Povos que possuíam escrita preferiam não registrar sua ciência. Fosse por mantê-la secreta, no sentido de ficar nas mãos somente dos escolhidos, fosse para não gerar confusão. Acreditavam que os deuses nos deram a fala para que perdessemos tanto tempo desfazendo malentendidos que não tivéssemos tempo para tentarmos virar deuses, nós humanos. Outro motivo poderia ser que palavras tem mais um defeito muito sério: escritas, podem ser mal interpretadas e quem as escreveu não estará presente para desfazer o engano.
Também acredito nisto tudo. Acontece que não sendo eu um sábio, posso escrever o que bem entender, sem peso de ser responsável. Se entenderem como pretendo, bem; se não, paciência! Não acredito que minha missão nesta vida, se é que eu tenha qualquer missão, possa estar vinculada a organizar a vida dos outros. Nem a minha própria consigo! O que sei, com a mais absoluta certeza, é que sinto muitíssimo não terem escrito as coisas que procuro saber ou por ser tremendamente incompetente a ponto de não encontrá-las...
Então, viajo!
Viajo de carro, de moto, de barco, de avião... Qualquer que seja o veículo, minha cabeça COM CERTEZA vai na frente! Infelizmente minha mente viaja mais que meu corpo mas... Fazer o que? Assim, a idéia deste blog é descrever minhas viagens. Poderei incluir fotos, tracks eletrônicos, opiniões e, quem sabe, conclusões. Mesmo sem viajar fisicamente, claro.
Também acredito nisto tudo. Acontece que não sendo eu um sábio, posso escrever o que bem entender, sem peso de ser responsável. Se entenderem como pretendo, bem; se não, paciência! Não acredito que minha missão nesta vida, se é que eu tenha qualquer missão, possa estar vinculada a organizar a vida dos outros. Nem a minha própria consigo! O que sei, com a mais absoluta certeza, é que sinto muitíssimo não terem escrito as coisas que procuro saber ou por ser tremendamente incompetente a ponto de não encontrá-las...
Então, viajo!
Viajo de carro, de moto, de barco, de avião... Qualquer que seja o veículo, minha cabeça COM CERTEZA vai na frente! Infelizmente minha mente viaja mais que meu corpo mas... Fazer o que? Assim, a idéia deste blog é descrever minhas viagens. Poderei incluir fotos, tracks eletrônicos, opiniões e, quem sabe, conclusões. Mesmo sem viajar fisicamente, claro.
Era uma vez um piloto
Era uma vez um piloto
Era uma vez um lindo aviãozinho amarelo.
Anfíbio.
Lindo.
Um homem o comprou novo, teve um incidente feio e devolveu-o aos cacos.
A fábrica o recuperou e o adotou como avião de treinamento até que caísse, logo após a decolagem, quase se desintegrando.
Era amarelo. Apelido? "Manga Podre".
Nova e miraculosamente recuperado, a "fênix" foi pintada de branco e vendida outra vez, como "semi-nova".

Pobre Piloto...
Era uma vez um lindo aviãozinho, agora branco.
Anfíbio.
Lindo.
Era uma vez um lindo aviãozinho, agora branco, que vivia dando defeitos no ar, quase matando o piloto, que finalmente o devolveu para a fábrica.
Era uma vez um empregado que gostaria de poder contar o que via uma fábrica fazer.
Era uma vez um pai de empregado, ainda trabalhando na mesma fábrica de onde seu filho havia saído.
Era uma vez um piloto que não teve uma testemunha que não queria ver seu pai demitido.
Era uma vez...
Era uma vez um piloto, filho de piloto.
O pai? Treinado pela USAAF.
O filho? Elogiado pela fábrica de seu "semi-novo" porém lindo aviãozinho branco.
Era uma vez um piloto atávico.
Era uma vez um piloto.
Desistiu.
Era uma vez um lindo aviãozinho amarelo.
Anfíbio.
Lindo.
Um homem o comprou novo, teve um incidente feio e devolveu-o aos cacos.
A fábrica o recuperou e o adotou como avião de treinamento até que caísse, logo após a decolagem, quase se desintegrando.
Era amarelo. Apelido? "Manga Podre".
Nova e miraculosamente recuperado, a "fênix" foi pintada de branco e vendida outra vez, como "semi-nova".

Pobre Piloto...
Era uma vez um lindo aviãozinho, agora branco.
Anfíbio.
Lindo.
Era uma vez um lindo aviãozinho, agora branco, que vivia dando defeitos no ar, quase matando o piloto, que finalmente o devolveu para a fábrica.
Era uma vez um empregado que gostaria de poder contar o que via uma fábrica fazer.
Era uma vez um pai de empregado, ainda trabalhando na mesma fábrica de onde seu filho havia saído.
Era uma vez um piloto que não teve uma testemunha que não queria ver seu pai demitido.
Era uma vez...
Era uma vez um piloto, filho de piloto.
O pai? Treinado pela USAAF.
O filho? Elogiado pela fábrica de seu "semi-novo" porém lindo aviãozinho branco.
Era uma vez um piloto atávico.
Era uma vez um piloto.
Desistiu.
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